terça-feira, 9 de setembro de 2014

DA ALL- ACADEMIA LUDOVICENSE DE LETRAS- SOBRE O PROJETO " CENTO E NOVENTA POEMAS PARA MARIA FIRMINA DOS REIS


" Em Assembleia Geral da ALL,   Entre outros assuntos tratamos da Programação do aniversário de Maria Firmina dos Reis que será em outubro, dia 11, do ano em curso e a comemoração será feita em conjunto com Guimarães e a Comissão de Publicação e Eventos se reunirá para o planejamento da festa. Mas foi adiantado na AGO que, como parte da programação do aniversário será lançado o Projeto de duas produções: uma de poesia: "Cento e Noventa Poemas para Maria Firmina dos Reis" e outra de estudos e pesquisas sobre a vida e obra da ilustre aniversariante: "Sobre Maria Firmina dos Reis" Ambas serão lançadas no aniversário de 190 de Maria Firmina, em 2015. Já queremos contar com a adesão dos poetas amigos, adiantando que a obra será consorciada, a exemplo do nosso "Diário de viagem" recém lançado...

Estamos organizando - ALL - comemoração do aniversário de nascimento de Maria Firmina dos Reis, dia 11 de outubro, ocasião em que será lançado o Projeto Maria Firmina dos Reis -"190 poemas para" e a coletanea "Sobre Maria Firmina"; se desejem fazer parte do Projeto , contato Dilercy Aragão Adler"






     ÚRSULA

                   Vanda Lúcia da Costa Salles 

 Entre pitangueiras, pintassilgos e uivos de guarás,
 em verdes folhas escrevo resistência
porque é preciso guardar
a frase misteriosa, a voz
 dos silenciados afirmar no tempo, dirias:
como o gemido do mar... e delírio de flor!


Na violência do trabalho cotidiano,

no sequestro de corpo/alma,
como respirar a poesia que não se cala?
Como abafar, o que em mim se faz canto?
Como interferir dos olhos o discurso patriarcal disseminado? Como?
Como esquecer a pálida ?  Se o meu ideal ainda é ela... e na  Educação que sonho há ternura...
 Ó Suzana, reinvento o delicado poema!


Se me queres romântica, não sou.

Se me queres ateia, não sou.
Se me queres aflita, não sou.
Se me queres submissa, não sou.
Se me queres escrava, não sou.
Se me queres maldita... bem sou.
E se comandas a dor, podeis ser  tigre, mas pantera sou!

A entalhar teu nome trançado em narrativas tantas,

árvoresfolhasdemim consubstanciadas
em folhetins, ó Túlio, juro
jamais calarei o que é opressão! Porque sei: lágrimas são inúteis.
Recuperada a memória, aqui estamos
em feminina identidade, no voo pleno,
e asas abertas!








ALDRAVIA


floradas
de
ipês
gargalhadas
da
natureza

Amélia Luz.




POESÍA DE GIOCONDA BELLI

CONSEJOS PARA LA MUJER FUERTE - GIOCONDA BELLI 


Si eres una mujer fuerte
protégete de las alimañas que querrán
almorzarte el corazón.
Ellas usan todos los disfraces de los carnavales de la tierra
Se visten como culpas, como oportunidades,
como precios que hay que pagar
Te hurgan el alma; 
meten el barreno de sus miradas o sus llantos,
hasta lo más profundo del magma de tu esencia
no para alumbrarse con tu fuego
sino para apagar la pasión
la erudición de tus fantasías.

Si eres una mujer fuerte
tienes que saber que el aire que te nutre
acarrea también parásitos, moscardones, 
menudos insectos que buscarán alojarse en tu sangre
y nutrirse de cuanto es sólido y grande en ti.

No pierdas la compasión, pero témele a cuanto conduzca
a negarte la palabra, a esconder quien eres,
lo que te obligue a ablandarte
y te prometa un reino terrestre a cambio 
de la sonrisa complaciente.

Si eres una mujer fuerte
prepárate para la batalla:
aprende a estar sola
a dormir en la más absoluta oscuridad sin miedo,
a que nadie te tire sogas cuando ruja la tormenta,
a nadar contra corriente.

Entrénate en los oficios de la reflexión y el intelecto.
Lee, hazte el amor a ti misma, construye tu castillo, 
rodealo de fosos profundos,
sin olvidar anchas puertas y ventanas.

Es menester que cultives enormes amistades
que quienes te rodeen y quieran, sepan lo que eres;
que te hagas un círculo de hogueras 
y enciendas en el centro de tu habitación
una estufa siempre ardiente 
donde se mantenga el hervor de tus sueños.

Si eres una mujer fuerte
protégete con historias y árboles,
con recetas antiguas de cantos y encantamientos.

Has de saber que eres un campo magnético
hacia el que viajarán aullando clavos herrumbados
y el óxido mortal de todos los naufragios.
Ampara.
Pero amparate primero.
Guarda las distancias.
Constrúyete. Cuidate.
Atesora tu poder.
Defiéndelo.
Hazlo por ti.
Te lo pido en nombre de todas nosotras.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A DELEGADA CULTURAL EM RIO DE JANEIRO PELO LICEO POÉTICO DE BENIDORM, VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES RECEBENDO COMENDAS


VANDA LÚCA DA COSTA SALLES- DELEGADA CULTURAL DO LICEO POÉTICO DE BENIDORM   EM RIO DE JANEIRO RECEBE DIPLOMA E COMENDA LUIS VAZ DE CAMÕES :
8 SÉCULOS DE LÍNGUA PORTUGUESA-LITERARTE :  EVENTO EM SALVADOR-BAHIA.







As poetas: Vanda Salles(chapéu), Stela Gomes (azul) e Sonia Nogueira (verde)


 JUBIABÁ(poeta da Bahia) recebendo o DIPLOMA E MEDALHA de membro fundador da ALMAS-ACADEMIA DE LETRAS, MÚSICA E ARTE DE SALVADOR-BAHIA, assim também todos os homenageados.


 Representante de Angola e do Gabinete Português de Leitura e a Presidente da LITERARTE, Senhora IZABELLE VALLADARES
 A Festa no GABINETE PORTUGUÊS  DE LEITURA, EM SALVADOR - BAHIA.

 DIPLOMA E COMENDA LUIZ VAZ DE CAMÕES


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES - MEMBRO FUNDADORA DA ALMAS- ACADEMIA DE LETRAS, MÚSICA E ARTES DE SALVADOR-BAHIA- DIPLOMA E MEDALHA






 A JUÍZA LUZLINDA, CERES MARELIZES E


POETAS NO PELOURINHO








sexta-feira, 18 de julho de 2014

LANÇAMENTO: A POÉTICA DE JANETE SERRALVO E JULIANA ORTIZ: RETALHOS DA ALMA!!! -SÃO PAULO



O MUSEU PÓS-MODERNO DE EDUCAÇÃO CONVIDA:



LANÇAMENTOS:
Dia : 9 de Agosto, às 18 h, TEATRO BRIGADEIRO
AV. Brigadeiro Luis Antonio,884-Bela Vista-SP
Mairiporã-  no dia 16/08 ,às 19:00 h.  Avenida Tabelião Passarella 251, Centro, Mairiporã- SP











Foto: JANETE SERRALVO


Nasceu em 03/04/1977, em Mairiporã-SP,BRASIL. Aos 10 anos publica sua primeira poesia em um livro em sua cidade. Escritora e Administradora de Empresas. Membro da REBRA. Participa de inúmeras Antologias Nacional e Internacional. Recebeu em 10/8/2013, o Diploma e  Comenda GONÇALVES DIAS, no PROJETO "MIL POEMAS PARA GONÇALVES DIAS", do IHGMA/UFMA-MA, Coordenados por Dilercy Adler e Leopoldo Gil DULCIO VAZ; o Diploma e Título de  TUPY DE CULTURA, da Academia de Letras de Caxias-Maranhão(2013).
  
       Menção Honrosa no XV Concurso Nacional de Poesias Edição Álvares de Azevedo-2013, com o poema " ESTOU DOANDO SONHOS".
       Participa também do Concurso Literário " A ALQUIMIA DO VERBO", do Prêmio Cultural ARTHUR RIMBAUD, com a obra " A MADRUGADA CHORA", e, no 3º Concurso Literário EROTISMO COM ARTE com a poesia STREEP TEASE.
      Menção Honrosa com o poema " TAÇA DE CRISTAL"(2013), no Concurso Literário Valdeck Almeida de Jesus-2013-Bahia. Cuja Antologia " Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus-2013" será lançada no estande da PerSe Editora, dia 24 de agosto de 2014, a ser lançado no estande da Editora, durante a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.



GONÇALVES DIAS

            Janete Serralvo



Palavra magnífica soltas no tempo,

Poesias maravilhosas inspiradas,
Por um amor em desalento.
O corpo jovem padeceu e...  faleceu.
A alma não se despediu, não morreu.
    Sua energia está sacramentada.
     Sua marca poderosa está enraizada,
        Na lembrança de muitos amores,
         De cada um de nós sonhadores.
                 Muitos anos se passaram,
                  Muitas gerações mudaram,
                      No universo, na boca, no papel,
     Dia após dia, Gonçalves Dias,
     Aqui está em nossa companhia!




GRANDE SHOW


     Janete Serralvo/Juliana Ortiz



A casa de espetáculos estava lotada,

Todos esperavam o grande show,
Linda, deslumbrante de preto ela entrou,
atrasada ninguém reclamou, ninguém se importou,
Mesas Vips, camarotes o público todo delirava, realizava,
Sua energia era forte, contagiava,
Mulheres loucas, totalmente envolvidas
Berravam, palavras obscenas gritavam,
Única com sua voz tamanha,
Dominava o palco...
No momento em que cantava
"nem um de nós dois" as luzes acenderam,
Levantamos a nossa faixa,
Ela nos chamou,
Entregamos o nosso poema,E um de nossos sonhos ela realizou...
Estávamos nervosas, eufóricas, ansiosas,
A câmera esquecemos, na nossa memória para sempre
Esse momento, essas lembranças levaremos...





                                       VIRA LATAS!


                                               Janete Serralvo



Estenda o tapete!

Vermelho é minha cor.
Cansei de ser vaiada
No ciclo de mães,
Vou desfilar no útero de cães.
Sei uivar e virar latas
Nas ruas e matas.
Nem tente virar dog pastor alemão
Você é da família das cobras
Envenena e dá bote
Em toda aparição.
Espelho d'água...

(In.:SANDRA VERONESE(org.). AMOR VIRALATA, Editora Pragmata, Porto Alegre:2014, p.11)

http://www.pragmatha.com.br/img/obras/miolo.pdf


Fontes:




http://rebra.org/escritora/escritora_ptbr.php?id=1917

http://academiaalquimiadasletras.blogspot.com.br/2013/07/resultado-oficial-do-premio-cultural.html


quinta-feira, 17 de julho de 2014

POESIA: NA TELA E PÉROLA - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES



NA TELA


nas cores dos arranha-céus
o prazer do momento
entretece
a canção que é quase nada...
no uivo do vento...
no gemido do mar...

Ó saudade, como grita o coração!!!





PÉROLA



guardada com todo o carinho,
como se guarda o que se quer no imenso do tinir das cordas,
coração saltitando de felicidade
tange
a minha vida inteira


Eita saudade que adorna!!!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

POESIAS: DAS ROSA, DA POETA E DAS BORBOLETAS









DAS BORBOLETAS I

VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (Vanda Salles) 

pousou sutilmente
como se fosse a perfeita rima
que a vida ofertara no agora...

asas abertas acompanho-na em voos!!!





DA ROSA E DA BORBOLETA I

VANDA LUCIA DA COSTA SALLES

enigmáticas
fitaram-se
amor 
broto
à fora...




DAS ROSAS E DAS BORBOLETAS  II

VANDA LUCIA DA COSTA SALLES

na beleza da vida
e na vivacidade do instante
os sonhos assemelham-se,
apesar
da torrente chuva...

Quem disse que os pingos não molham?




DAS ROSAS E DAS BORBOLETAS III

VANDA LUCIA DA COSTA SALLES
 

como Anjos,
Augusto
elevou as asas...

e os lábios sorrisos!!!



DAS. ROSAS E DAS BORBOLETAS IV

VANDA LUCIA DA COSTA SALLES 

As pedras estavam ali... absortas,
enquanto as águas escorriam suas mágoas...
Na perplexidade das horas
não se explica a luminosidade da paixão
nem o desassossego das 
folhas em branco...

O sol abriu
iluminou
expadiu a alegria do agora
e o amor manifesto


DAS ROSAS, DA POETA E DAS BORBOLETAS I
VANDA LUCIA DA COSTA SALLES
 

nas pétalas úmidas evola-se o aroma/silêncio/palavras
e
no labirinto da memória
a plenitude do ser
no desejo de ser
partitura e canção 
da própria vida...

E quantos creem no ativar do caldo?

domingo, 22 de junho de 2014

POESIAS EM CANTIGAS PARA A MULHER DO SÉCULO XXI-VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES...







                                                   FLOR DE NARCISO


Van Gogh sorriu-me, lindo
Na flor da idade, acreditei, quando
Aconchegando-me o peito, você
Esborrifou-se luz... E tudo se fez...
Água viva de fonte... Criação perfeita!
Hipomea retoma-me boca e voz, excita-me a língua
Que se manifesta o que é delícia
Permeia-se o dia, tão breve,
Que os grilos e seus cris-cris passeiam sorrisos, pulam
Num raminho de alecrim
Flor de Narciso brota
E, assim dentro de mim pitanga rege
Tange a beleza das horas e a sinfonia marca
É que a alegria passeia nesse jardim
Em que cultivas com alma e gozo
O tecido mais fino, teia
Cujas sementes eternizam o Amor


Bem sabes,
O que me enlouquece
É esse teu jeito
No espaço, de caminhar pelas águas e jamais
Se perder no mar,
Nesse mesmo mar que me arranha
E entremeia-me Flor de Narciso
Bordadinha,
No lencinho que levas, sorridente à boca.



                          E PARTIU-SE COMO OSTRA


                                              Entre seus dedos
                                              A pérola reluzia
                                              Sua imensitude de março: gozo,
                                              Caldo disseminado,
                                              Ao espremer do limão,
                                              Tequila e sal.




                                                                    AMOROSA



                                                                              Ah! O bandolim quis a pauta
                                                                              Gritou-me o peito ansioso
                                                                              Corisco breve relampejou
                                                                               Corpo e alma, segredos temporais
                                                                               Aroma leve espalhou-se melodia
                                                                               E as ondas dessa praia: Calhau
                                                                               Infinitamente abriu-se, abri flor
                                                                               Amorosa
                                                                               Todas as portas, amor
                                                                               Só pra te vê chegar. O sol irradiou o dia.
                                                                               Você caminhava alegre, na areia
                                                                                Jeito menino caboverdiano
                                                                                Gingado solto
                                                                                Bamboleando quadril. Pensei em romã
                                                                                Bem-te-vi, sanhaço, alecrim até
                                                                                O campo entranhou-se em mim- Maré.
                                                                                 Visitei a inefável ternura
                                                                                 Sem ângulo reto, desperta
                                                                                 Quis
                                                                                 Como nunca pensei o querer
                                                                                  E quando a boca beijou saudade
                                                                                  Vieste Amor,
                                                                                  Como sempre sonhei para mim




        LIBERDADE


Invadiu-me a boca o gosto, marota ela,
criou-se asas em mim, frutificou-se
alento profundo em meu peito,
de jeito
puro e simples,
de ser.
Se Liberdade é o seu nome, assim,
tão livre... Eu quero ser.