sexta-feira, 18 de outubro de 2013

POESIA: ROMÃ - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (RIO DE JANEIRO-BRASIL)














ROMÃ






O fruto
Bendito está
No ventre
Da fruta
Doce
Semente pulsa: saber e sabor
Entre as oblíquas framboesas... Algumas folhas farfalham sons abstratos!



Longínquo o vento... Quiçá! Uma estrela risca o espaço...
É  você: sempre em meu pensamento!



 ( In: CANTIGAS PARA A MULHER DO SÉCULO XXI, DE VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES)




 CURRÍCULUM: VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (VANDA SALLES):

     Nasceu em Italva( antigo distrito de Campos de Goitacazes-RJ), Brasil, em 25 de abril de 1956. É escritora, poeta, ensaísta, artista plástica, compositora, tradutora e conferencista.Graduada em Letras/Português-literaturas, pela UERJ/FFP;Pós-Graduada em Literatura Infanto-Juvenil pela UFF;e em Arteterapia na Saúde e na Educação pela pela UCAM. Monção de Aplauso e Congratulações- Câmara Municipal de Rio das Ostras (2001); Catedrática de Literatura do Museu Belgrano(Argentina), outorgada pelo Fundador e Diretor Dr. Ricardo Vitiritti( 2008); Diretora Internacional do Taller Artístico Alas Rotas-Alitas de América, nomeada pela Fundadora e Diretora Geral do T.A.A.R., em Argentina Srª Silvia Aida Catalán( 2008); Fundadora e Diretora do ENLACE MPME MUSEU PÓS-MODERNO DE EDUCAÇÃO (2010). Diploma e Comenda Gonçalves Dias- IHGMA/UFMA (2013). Distinguida com Monção de Aplausos e Congratulações (Rio das Ostras-RJ), Menção Honrosa (Sec. De Estado e Educação do Rio de Janeiro-V Bienal Internacional do Rio de Janeiro-1991), Comenda Gonçalves Dias (IHGMA/UFAM-2013), entre outros.
Atualmente cursa Direito na UNESA- campus São Gonçalo ( 2º período).

     Publicou:
     No Tempo Distraído (narrativas, Ágora da Ilha,2001),
    Diversidades e Loucuras em Obras de Arte- um estudo em Arteterapia
    (ensaio,     Ágora da Ilha, 2001),
    A palavra do menino e as abobrinhas ( infanto-juvenil), HP.Editora,2005),
   O Chamado das Musas. Pô-Ética Humana: o enigma do recheio- a arteterapia
   ao sabor da educação brasileira(pesquisa poética em arte e educação,
   Creadores  Argentinos, 2008;
   Núncia Poética (poesias, Cbje,2010);
   Universo Secreto (Entre o Abismo e a Montanha)- (contos, Virtualbooks , 2011);
 
   Participa também das seguintes Antologias:
  
   Os Melhores Poetas Brasileiros Hoje/1985(Shogum Editora, 1985),
   III Encuentro    Nacional de Narradores y Poetas - Unidos por las Letras!-
   2009-Bialet Massé (Córdoba, Argentina,2009),
   Poesia em Trânsito-Brasil/Argentina (La Luna Que, Buenos Aires, 2009,
   1º Antología Literaria Nacional e Internacional 2010 " Ser Voz en el Silencio,       S.A.L.A.C -   va.Carlos Paz, Córdoba-Argentina (Galia's, Editora   Independiente, 2010.
Time to say: NO!- Philo Ikonya e Helmuth A. Niederle- P.E.N Club-Áustria, 2013
Mil Poemas Para Gonçalves Dias, Coordenação:   Dilercy Aragão Adler e Leopoldo Gil Vaz. IHGMA/UFAM: São Luís-Maranhão, 2013
Mil Poemas Para Óscar Alfaro-  Tarija-Bolívia, novembro de  2013
Antologia Confraria dos Poetas LUA INICIAL- Minas Gerais- Brasil, novembro 


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

CONVITE DO MARANHÃO E DE SUA DELEGADA CULTURAL: "100 MIL POETAS PARA MUDANÇA"- PROJETO DO LICEO POÉTICO DE BENIDORM-ESPANHA











¡¡Salud y poesía!!
Liceo Poético de Benidorm
Julio Pavanetti
www.liceopoeticodebenidorm.com

 E 

Dilercy Adler
Delegada  Cultural em Maranhão, Brasil, do Liceo Poético de Benidorm (Espanha)
 


Prezados amigos,

Está chegando o dia da 1ª participação do Maranhão no Projeto do Liceo Poético de Benidorm: "100 mil poetas para a mudança". O diferencial dessa atividade é que, nesse mesmo dia, no mundo inteiro (onde tiver delegação do Liceo), vai acontecer leitura de poesia e apresentações musicais. É um evento aberto ao público em geral. Sei que nesse mesmo dia tem intensa programação da nossa feira de Livros, em São Luís, mas considerando as imediações do local da Feira (Projeto Reviver-Praia Grande), dá para confirmar presença nos dois.

LOCAL: Galeria Trapiche
São Luis de Maranhão - Brasil

DATA:   28  setembro de 2013 ás 16:00 h.


Assim, esperamos a todos com muito carinho! 
Esse é o nosso evento... nosso mesmo! de todos!!! Participem e divulguem!!!
Saudações poéticas,

Dilercy Adler
Delegada  Cultural em Maranhão, Brasil, do Liceo Poético de Benidorm (Espanha)
 

sábado, 21 de setembro de 2013

ANDRA VALLADARES E SUAS CANÇÕES COEXISTENCIALISTAS - A POETA -CANTORA-COMPOSITORA









"  Não tenho tanto tempo como poeta, até 2001, era apenas advogada.Estava advogando há 5 anos, mas comecei a sentir um grande vazio,apenas exercendo essa profissão. Então resolvi entrar em uma aula de canto e depois de violão. Em seguida comecei a ler muita poesia e também a pesquisar sobre técnicas de poesia. Sempre gostei muito de ler e também de poesia, entretanto quando juntou a música com a poesia é que tudo fez sentido para mim.
Hoje nem sei qual é a mais importante, aliás, nem dá para separá-las, pois no meu trabalho a poesia e a música estão quase sempre entrelaçadas."

  " Musiquei de Florbela Espanca : MARIA DAS QUIMERAS, de Mário Quintana : CANÇÃO PARA UMA VALSA LENTA, em arquivo mp3.  Musiquei Cecília Meireles: o poema MURMÚRIO,

ANDRA VALLADARES
(Nasceu em 1971, cantora, compositora, poeta/escritora, advogada. Membro e atual Presidente da Academia de Letras Humberto de Campos ( Vila Velha-ES) mas também membro correspondente da Academia Feminina Espírito -Santense de Letras.

Links:


http://www.caradecrianca.blogspot.com.br/

domingo, 8 de setembro de 2013

RAIMUNDO MEDEIROS : DONANA JANSEN E A ÁGUA ENCANADA






Foto:  O escritor Raimundo Medeiros e família

"ATO 1


A Inauguração dos Chafarizes


   Alguns segundos se passam quando escurece totalmente.
 Ainda no escuro do teatro ouvem-se vozes de dois narradores da história


Locutor - ( Voz de narrador 1)


        Corre o ano de 1855. Estamos em São Luís capital da Província do Maranhão. Ana Jansen Pereira e seu sócio, o comerciante Sr. José da Cunha Santos abastecem a cidade de São Luís com água limpa, de qualidade discutível. A água é retirada das fontes do Apicum, Mamoim nos arredores da cidade e da povoação Vinhais onde possuía terras do outro lado do Rio Anil.
        Na cidade a água é transportada em pipas através de carroças que circulam pelas ruas da cidade. A distribuição de casa em casa é feita pelos seus escravos que a vendem a 20 réis a lata.


Vai passando pelo cenário da praça, vendedores da cidade anunciando peixe, camarão seco, juçara e muitos outros produtos genuinamente maranhenses.

Locutor - ( Voz de narrador 2)


        Impulsionado pelos ideais liberais retorna ao Maranhão o engenheiro Raimundo Teixeira Mendes, formado pela Escola de Pontes e Calçadas de Paris, e assume através da  portaria de 03/04/1855 o cargo de Administrador de Obras Públicas.
Mais tarde dá passos importantes com a firme intenção de implantar a canalização da água em São Luís de maneira a melhorar as condições de higiene da água consumida pela população. Nesse sentido organiza a Companhia das Águas do Rio Anil com o apoio do presidente da Província.
        Teixeira Mendes acabou de concluir a obra de canalização de água do Rio Anil para vários chafarizes no centro da cidade. Ele está convidando autoridades e moradores da cidade para a grande inauguração hoje no Campo de Ourique.

Cenário

     Grande faixa no fundo escrito: COMPANHIA DE ÁGUAS DO ANI, ÁGUA PARA O POVO DE SÃO LUÍZ. Inauguração do chafariz do Largo do Quartel ou Campo de Ourique, em que estão presentes várias autoridades civis, militares e eclesiásticas, quando o engenheiro construtor da obra inicia um discurso explicando tecnicamente o que fez. O Presidente da Província faz suas considerações justificando a necessidade da obra.
No descerramento da placa comemorativa da inauguração uma ducha molha os presentes.


Outra faixa:  QUEREMOS ÁGUA BOA.

LOCUTOR ( Voz de narrador 1 )


        Senhoras e senhores depois da inauguração e de ouvirmos várias autoridades da capital do Maranhão nesta inauguração, temos o prazer de anunciar o engenheiro responsável pela obra. Homem de grande valor para nossa terra, pois já empreendeu em várias áreas como na navegação dos nossos rios, agora na canalização das águas do rio Anil.
       O nobre engenheiro caxiense é formado na Escola de Pontes e Calçadas de Paris na França. Com a palavra o Dr. Teixeira Mendes.


Dr. Teixeira Mendes tomando posição no palco como se fosse a tribuna. Prepara a garganta, tosse até iniciar, retira do paletó o discurso.


DR. TEIXEIRA MENDES (Lendo):


          Exmo Sr. presidente da Província do Maranhão Dr. Eduardo Olímpio Machado, Vossa Eminência Dom Manuel Joaquim da Silveira, bispo do Maranhão, Ilmo. Sr. presidente da Câmara, Manuel Pereira, digníssimo Sr. Antonio Beltrão, minhas senhoras e meus senhores. Povo da terra que amo, minha terra te quero bela.
         Fiz uma obra de engenharia auxiliado pelo colega Militar Tenente do Corpo de Engenheiros, Francisco Gomes de Sousa, a quem agradeço, neste momento a mais importantes do nosso tempo. Hoje com o evento da descoberta da eletricidade e sua facilidade de produzirmos, podemos colocar esta tecnologia a serviço da comodidade do homem.
        Sr. Presidente da Província, agradeço a confiança depositada em mim, quando colocou em minhas mãos a enorme responsabilidade de resolver este problema que tanto a população reclama. Acredito Sr. Presidente, que cumpri o que acertamos para canalizar a água do rio Anil até o centro da cidade, para melhoria da saúde da nossa população.


Voz interrompendo:  quem que comprá mingau de mio?  Só um reis o copo.


Dr. Teixeira Mendes :  Lá no sítio do Anil pertencente aos herdeiros da família Cascaes, instalamos uma prensa pra produzir uma queda de água.
  E com isto funciona?   Uma roda hidráulica aciona uma bomba hidráulica de chapeleta que elevará 13,2 litros por segundo a altura de 2.327 pés indo parar em um pequeno tanque, onde desemboca a água."



(In. RAIMUNDO MEDEIROS. DONANA JANSEN E A ÁGUA ENCANADA. Caxias: Gráfica e Editora JM, 2011, PP. 27 A 31)


       




segunda-feira, 19 de agosto de 2013

POESIA FEMININA: ESTRANHA ARTE DE PARIR PALAVRAS- DILERCY ADLER ( MARANHÃO - BRASIL)


DRª DILERCY ARAGÃO ADLER - "  TECELÃ DE EROS NOS TRÓPICOS MARANHAENSES"- EM INTERSUBJETIVIDADE DIALÓGICA:


















PALMAS DO TEMPO                               PALMES DU TEMPS



O vento                                                                           J'aime
    nas palmas do tempo                                                     le vent
            eu gosto                                                                   dans les palmes du temps


o gosto de mel                                                                   j'aime
    entre línguas e dentes                                                        la sapide du miel
           eu gosto                                                                          entre langues et dents


daquele perfume                                                                     j'aime
      de violeta silvestre                                                               ce parfum
               eu gosto                                                                         de violette sylvestre


da tua camisa branca                                                               j'aime
      de linho leve                                                                         ta chemise blanche
          roçando o meu seio                                                              de lin léger
                    eu gosto                                                                        frôlant mon sein


eu gosto da tua boca                                                                  j'aime ta bouche
      do teu peito                                                                               la poitrine
          do teu corpo                                                                              ton corps
            do teu jeito de fazer amor                                                       tafaçon d'aimer
                        daquele tempo!                                                             de ce temps!


                                                                                  Trad: Jan-Paul/Mestas
                                                                                         Nantes/França









                                SÚPLICA



                        Deixa os meus olhos
                       se derramarem sobre a tua nudez
                                                      incólume e mordaz
                       deixa a minha lágrima sem vez
                        inerte no teu beijo de desejo 
                                                      calado e voraz


                       deixa o meu tato
                       trazer " à flor" toda tua sensualidade
                                                     entalhada em teus detalhes


                      deixa a minha voz
                      vibrar mais quente e mais rouca
                      deixa a minha solidão
                      mais leve e mais solta
                      deixa o meu coração
                       cantar mais ritmado
                                ao som do teu compasso!





                                DESEJO


                                       Quero extrair
                            mais um poema
                                    das entranhas


                            estranha arte
                                      de parir
                                             palavras!





COBRANÇA


   Cobro-te
    cobras-me
    cobra venenosa
    com veneno fatal
    cobro-te
    quando me cobres
    com teu corpo
    enroscado
    tipo cobra
    no meu corpo
    intumescido rígido sensual



                                                                
                                                          MINHA FORMA DE AMAR

                                           Quero te amar
                                                    de forma diferente
                                                     daquela forma de amar
                                                      que me ensinaram...
                                                     quero te amar
                                                     sabendo
                                                     que não és
                                                     a possibilidade única de amor
                                                     na minha vida...
                                                     quero te amar
                                                     sem fazer ou receber cobranças
                                                     mas sentindo-te perto
                                                                               dentro
                                                                                 inteiro
                                                                                    verdadeiro
                                                    amigo e companheiro
                                                    sem mentiras "respeitosas"...

                                       Quero te amar
                                                   sem a obrigação
                                                   de ser a " mulher ideal"
                                                   ou de te
                                                   completar
                                                    quero te amar
                                                    sem possessividade
                                                    sem passividade
                                                    sem exigências estéreis
                                                    mas com intimidade
                                                                      reciprocidade
                                                                                 sem medo!...

                                                   

                                                  
( In. POESIA FEMININA: estranha arte de parir palavras. Dilercy Aragão adler. São Luís, Estação  Gráfica, 2011)




BIBLIOGRAFIA:

Dilercy (Aragão) Adler. Nasceu em São Vicente Férrer/MA/Brasil, em 07/07/50. É Psicóloga-CEUB/DF, Doutora em Ciências Pedagógicas-ICCP/CUBA, Mestre em Educação UFMA/MA e tem Especialização em Sociologia-UFMA/MA  e Especialização em Metodologia da Pesquisa em PsicologiaUFMA/MA . Aposentada da UFMA. Atualmente é professora da Graduação e Pós-graduação da Faculdade Candido Mendes do Maranhão-FACAM e do Instituto Maranhense Diversidade Científica- IMDIC. É membro do Banco de Avaliadores do Sinaes - BASis/INEP. 

Publicou: “Crônicas & Poemas Róseos-Gris”, em 1991, São Luís/MA ; ”Poematizando o Cotidiano ou Pegadas do Imaginário”, em 1997, Rio de Janeiro/RJ, “Arte Despida”, São Luís/MA, 1999, “Genesis-IV Livro”, São Luís/MA, 2000, “Cinqüenta vezes Dois Mil human(as) idade(s)”, São Luís/MA, 2000 “Seme...ando dez anos”, São Luís/MA, 2001, “Joana Aragão Adler: uma história de amor e de fé...uma história sem fim...”, São Luís/MA, 2005; “Desabafos... flores de plástico... libidos e licores liquidificados”, em 2008, São Luís/MA;“Uma história de Céu e estrelas”, São Luís/MA, 2010; “Poesia feminina: estranha arte de parir palavras, São Luís/MA, 2010”.  É organizadora da Exposição (poesia e fotografia-100 poemas-posters de 61 poetas maranhenses) e Livro “Circuito de Poesia Maranhense” (1995/1996); ainda das Coletâneas Poéticas: “LATINIDADE-I, LATINIDADE-II, LATINIDADE III e IV da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, (1998/2000/2002/2004).

LIVROS (ACADÊMICOS) PUBLICADOS

“Alfabetização & Pobreza: A escola comunitária e suas  implicações”
São Luís-MA: Estação Produções/2002
Carl Rogers no Maranhão: Ensaios Centrados” (org.) - São Luís/MA: Estação Produções  2003.
“Tratamiento Pedagógico de los valores Morales: de la comprensión teórica a la práctica consciente” -São Luís/MA: Estação Produções, 2005.   

Organizou cinco antologias poéticas e tem participação em mais de cem antologias nacionais e internacionais. Já recebeu vários prêmios, troféus e menções honrosas por trabalhos poéticos e culturais.

Titular da Cadeira Nº 1 do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão - IHGM. Presidente fundadora da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão_SCL-MA e Senadora da Cultura do Congresso da SCL do Brasil. Titular da cadeira nº 13, patronímica de Henrique Coelho Neto do Quadro II, de Membros Correspondentes da Academia Irajaense de Letras e Artes-AILA, Rio de Janeiro; Membro Correspondente da Academia de Letras Flor do Vale Ipaussu/São Paulo;  Diretora Estadual da Federação Brasileira de Alternativos Culturais e Membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni.

É membro das Entidades que seguem: Comissione di lettura Internazionale da Edizioni Universum, Trento/Itália; International Writers And Artists Association-OHIO/EUA; Casa do Poeta do Rio de Janeiro; Associação Profissional de Poetas e Escritores do Rio de Janeiro-APPERJ; Associação dos Escritores do Amazonas-ASSEAM; Coordenadora Estadual no Maranhão do Proyecto Sur–Cuba; Correspondente-representante, em São Luís/MA do LITERARTE- São Paulo; Representante da aBrace no Estado do Maranhão; Membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores-Regional Maranhão-SOBRAMES-MA;Corresponsal  Internacional da Sociedad Argentina de Letras, Artes y Ciencias - S.A.L.A.C e  Representante no Brasil do Periódico Porta Dell Uomo- Itália.
http://sociedadedospoetasamigos.blogspot.com.br/2012/02/dilercy-adler-escritora-poeta.html


domingo, 4 de agosto de 2013

HOMENAGEM A GONÇALVES DIAS: CÂNTICOS AOS TRABALHADORES / SONGS TO WORKER





POETA GONÇAVES DIAS




CÂNTICOS AOS TRABALHADORES  /         SONGS TO WORKER       
                                                     
                                                                                                 Vanda Lúcia da Costa Salles (Brasil)
 

                                 "Não chores, meu filho;            “Weep not, my son:                                          
                                           Não chores, que a vida            Weep not, that life
                                            É luta renhida:                         It’s epic battle:
                                             Viver é lutar.                            To live is to fight.
                                              A vida é combate,                     life is combat
                                               Que os fracos abate,                The weak killing,
                                                Que os fortes, os bravos          The strong, the brave
                                                 Só pode exaltar!"                    You can only praise!”

                                                                                 Gonçalves Dias


I

Se a linguagem é imprecisa: L (ab) utamos!  / If language is imprecise: Be (h) ave!
Se o amor não corresponde: L ( ab) utamos! /     If love does not match: Be (h) ave!         
Se  a aposentadoria não cabe: L (ab) utamos! /  If retirement does not fit: Be (h) ave!             

Se a mão ao traço imola: L (ab) utamos! /        If the hand to trace imola: Be (h) ave!         
Se o osso atravessa o caldo: L (ab) utamos!/  If the bone through the broth: Be (h) ave!     
Se o leitor nega o círculo: L (ab) utamos! /    If the lector denies the circle: Be (h) ave!           
E porque a vida exige uma transformação: /  And because life requires a transformaction:              
L (ab) utamos!                                                  /                                                                   be (h) ave

II

Ó Senhor, dê a todos nós a flor             /          O Lord, give us all  the flower
do deslumbramento                              /   of wonder                                                                                                                                                 
e a descoberta dos silêncios,                /              and the discovery of silences,
na poesia da vida,                                /              the poetry of life
na solidariedade da terra trabalhada!   /              solidarity land worked!
III

E se as calosas mãos já não criam:          /  And if calloused hands no longer believe:
Afaste de nós esse cálice!                      /     Move away from us this cup!

IV

Que o vinho embriague, da hóstia, o pão    /  That the wine drunk, the host, the bread
 na mesa não seja apenas batata                  /    the table is not just potato                  
ou esmola do pedinte,                                /     or alms beggar,                                                                                         
 e que nossos filhos não vivam agarrados  /    and that our children do not live clinging
 as minguadas pensões de seus pais e avós,  /  to dwindling pensions their parents and               
                                                                                                                  grandparents,
 porque “ viver é lutar!”                               /    because "to live is to fight!"

VI

E reorganizem a mudança                  /      And reorganize the change                                                        no foco de atenção: com consciência,   /    in the focus of attention: conscious,
sabemos o tempo não tem realidades,  /    we know the time has no reality,
apenas espia a juventude da natureza. /      only spy  youth of nature.
No país, mais um Guarani Gaiová    /         In the country, plus a Guarani Gaiová
em um pé de árvore.                        /             in a standing tree.


VII

Que  livre de estrutura a curva ilumine,   /    Free to structure the light curve,      
do gosto a saliva, e não entorpeça           /     tasting saliva, not dull
esta língua em nossos lábios: luta renhida!  /   this language on our lips: epic battle!






domingo, 7 de julho de 2013

POESIA: A QUE SURGE- VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES







A QUE SURGE


Por:  Vanda Lúcia da Costa Salles ( Vanda Salles)

traz um poema nos lábios
aberto a qualquer encanto
quebranto em desalinhos
requebros e pétalas
de oferecida flor


um jeito de mamulengo de briga,
vestido de chita,
esquisita viola,
pulseira de fita
bordada c'um nome
do verdadeiro amor


rosa vermelha acredita
que é filha do vento
com Una-í,
feita às pressas,
no Ka-ló-rê.


no deslumbre da tarde, bem-te-vi aguça o mel.















quarta-feira, 12 de junho de 2013

POESIA: DIARUM - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES




DIARUM


                  Vanda Lúcia da Costa Salles



languidamente, mas
com tal elegância,
elevaste as mãos como
se quisesse tocar as estrelas, gelei
ao ver-te,
na possibilidade do pulo,
pensei,
Sabe, a vida faz
cada coisa com a gente,
descobri
que,
vivi, ali,
a infinitez das horas e
a fonte onírica da beleza
descortinou-se a mim, rara Diarum
Atrevidamente, a tristeza foi-se
embora, o peito batucasse paixão,
o coração estalou de mansinho
seu canto maior ecoou destemido
ouviu-se do riso amor
encanto todo, quando
de tua boca oferecida
o gozo
saboreei disfarçadamente em versos
a escorrer-me  canto a canto
como no campo o trigo maduro,
como alecrim e tomilho
no dia em  que leias, face a face,
desse corpo o pulo
( à mesa)
o fruto adocicado
saberá da cadência
e entenderá a sintonia, de
"Meu Deus, por que cai de rasgado?"